sábado, 11 de agosto de 2007

Futuro...

Quando eu era mais nova, os planos para o futuro "de gente grande" nada mais eram além de diversão. Era engraçado me imaginar fazendo alguma coisa grandiosa, sendo importante, longe ou perto de casa (a localidade dependia da minha satisfação com a família - se estávamos todos de bem, então era perto, se tinha conflito, então eu queria estar longe - tão adulto isso, né?).

Ai o tempo passou e os planos para o futuro passaram a ser necessários. Já não eram mais sonhos de criança, eram as verdades que se tornariam a minha vida adulta. E, sim, eu me perdi no meio deles. Mudei de idéia algumas vezes, adiei as decisões finais, repeti diversas vezes que ainda precisava "encontrar o meu caminho", aquelas coisas meio clichês que a gente escuta por aí e quer repetir pra não pensar no que é real e verdadeiramente importante...

No meio dessa confusão, eu fiz planos quase concretos uma vez. Mas foram planos baseados no conforto, na segurança, no que, naquele momento, parecia ser o mais simples. Não ia ser estressante, não era coisa a longo prazo. Era algo que eu tinha nas mãos, já, não precisaria nem fazer esforço algum... Perdi meu chão quando esses planos foram tirados de mim, porque, de alguma forma, eu tinha me convencido de aquele era meu futuro, de que eu tinha "encontrado meu lugar"...

É engraçado, não faz muito tempo. Na verdade, essa semana fez um ano que eu fui obrigada a encarar o mundo outra vez, depois de me enfiar no que era a mais confortável das situações. E a data quase me passou despercebida. Eu parti pra outra, totalmente diferente, e estou tão envolvida que eu deixaria esse "aniversário" passar em branco... Se não fosse o fato de que agora foi a hora que eu escolhi pra colocar para funcionar meus novos planos para o futuro...

Dessa vez, agora já encarando que sou adulta e que tenho que fazer algo de sério com essa vidinha que levo, meus planos são mais concretos. Eles têm data pra acontecer, local aproximado para tomarem vida e a certeza de que vai ser difícil, doloroso e, acima de tudo, estressante. Não fiz uma escolha confortável e segura dessa vez, fiz o contrário. Porque dessa vez eu sei que eu posso, porque sei até onde vai a minha força de vontade para conquistar essa vitória...

E é uma sensação única... ainda mais se eu lembrar que, nessa mesma época, no ano passado, eu chorava pelos cantos sem saber o que fazer, com quem conversar ou como lidar com a perda do que eu chamava de "meu futuro". Hoje eu agradeço. Sem nem hesitar. É hora de dar meus passos hesitantes nesse mundo de gente grande. Nunca sozinha, mas não dentro de um casulo imaginário onde nada pode me atingir... É hora, finalmente, de virar gente! =-)

***

Ouvindo: You Could Be Happy, by Snow Patrol

Um comentário:

Anônimo disse...

Minha linda amiga, nossa, o que foi um ano em nossas vidas, hein? Parece que nascemos de novo ... e eu estava pensando nesse seu "aniversário" essa semana mesmo ... e pensei: "Nossa, ainda bem que aquilo tudo aconteceu com a Lucy, ainda bem!" É isso aí, mina, diga-me se seu cobertor não é bem mais quentinho agora, depois de todo aquele frio ... saiba que acredito que nossa amizade e nossa ligação é tão forte que conseguimos, ao acreditar uma na outra, acreditar em nós mesmas... e agradeço imensamente por lhe ver assim, porque eu sei, que exatamente onde você quiser chegar nessa vida, você chega ... e eu sei que lá você vai se lembrar de mim, assim como eu me lembrarei de você, porque não, você nunca estará fazendo isso sozinha, assim como eu sei que nunca estarei completando meus planos sozinha, estamos passando por tudo isso juntas ... tem coisa melhor, querida?

Te amo, moça linda!

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